Acompanhando as correntes
Carregando tudo que há
Seguindo todas as vertentes
Atravessando tudo, até o mar
Quando em estado de paz
Ventos são leves e amáveis
Meche o vestido que jaz
Na encosta dos grandes males
Mas, quando irritado
Não mede os estragos
Finge que não é louvado
Faz tudo até ter um agrado
Carregando ventos quentes
Faz o corpo da donzela suar
Aquece-a numa noite sem luar
Ergue o vestido entre os dentes
Entretanto, carregando o frio
É que mostra seu melhor destino
Arrepia até o menor dos fios
Faz o amor ser o melhor caminho
Como o vento um dia ei de ser
Para tudo no mundo poder ver
Transparente como na minha mente
Das cores que seu mundo sente
Percorrer tudo sem ter um destino
Entrelaçar-se com o seu infinito
Nesse universo entrarei sem querer
Pois, como o vento eu ei de ser